A MORTE FÍSICA E ESPIRITUAL SÃO CONSEQUÊNCIAS DO PECADO DE ADÃO?
A Bíblia relata que com a queda de Adão, toda a humanidade foi destituída da glória de Deus (Rm 3.23), ou seja, Adão foi posto no Jardim do Édem como nosso representante federal, desta forma, tudo que Adão fez não foi representando só a si mesmo, mas a todos nós, seus descendentes.
O pecado de Adão mergulhou toda a humanidade no lamaçal do pecado, nos tornou totalmente depravados. Nossa natureza foi corrompida pelo pecado e todos os nossos atributos foram manchados por essa natureza pecaminosa (Rm 5:12-21).
Desde Adão, todos nós nascemos com uma natureza depravada que deseja/anceia praticar atos pecaminosos (Gn 8:21; Salmos 51:5). Diante deste cenário, o homem foi apartado da glória de Deus, perdemos o acesso direto que tínhamos com nosso Deus, perdemos a salvação, ficamos totalmente inabilitados para a prática de obras salvificamente boas. Não temos condições de nos salvar, não temos, se quer, condições de parar de pecar pelas nossas próprias forças (Ef 2.8). O homem morreu diante de Deus!
Não obstante, existem um crescente número de teólogos que negam que Adão morreu tanto espiritualmente, quanto fisicamente. Para esses teólogos, quando Adão peca, este morre tão somente espiritualmente, pois a morte física já era algo real antes da queda, ou seja, antes da queda o homem já era um ser mortal.
Mas, será que Deus criou o homem para morrer fisicamente?
É consenso dentro da teologia ortodoxa que na quada de Adão o homem morreu espiritual e fisicamente. Lemos em Gn 2:17 Deus alertando o homem sobre o perigo de comer do fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal, vejamos:
Gn 2.17: "mas não coma da árvore do conhecimento do bem e do mal, porque no dia em que dela comer, certamente você morrerá"
Deus foi expressamente claro ao dizer que a consequência da desobediência de Adão seria a morte, mas qual morte Deus estava se referindo, a física ou espiritual?
A princípio é importante lembrar que a palavra "morrerá" em Gn 2:17 decorre da palavra hebraica "Mûth" que indica uma morte natural por meio do processo de envelhecimento. Assim sendo, Deus está dizendo que a desobediência do pai da humanidade resultaria na mortalidade do Homem, ou seja, Adão deixaria de ser imortal e passaria a ser mortal. Essa natureza mortal passaria a todos os seus descendentes.
Outrossim, existem outras evidências bíblicas que apontam para a morte física e espiritual de Adão, vejamos:
1) ORDEM CRONOLÓGICA BÍBLICA:
A própria ordem cronológica dos fatos bíblicos apresenta a morte física como algo posterior a queda de Adão. A morte é apresentada na narrativa bíblica somente em Gn 3:19 onde Deus aparece sentenciando Adão com as seguintes palavras: "No suor do teu rosto comerás o teu pão, até que te tornes à terra; porque dela foste tomado; porquanto és pó e em pó te tornarás".
As palavras de Gn 3:19 são tratadas como consequência da desobediência de Adão, ou seja, a sentença divina "[...] porque dela foste tomado; porquanto és pó e em pó te tornarás" mostra que a mortalidade humana foi resultado direto da queda.
Vale apena lembrar que em Gn 3:10 temos a manifestação da morte espiritual de Adão, pois este, junto com sua esposa, tiveram medo de Deus por estarem nus, ficando evidenciado o resultado da morte espiritual do Homem que passou a se esconder de Deus por causa de seus pecados.
2) A MORTE FÍSICA É CONSEQUÊNCIA DA MORTE ESPIRITUAL:
Muitos possuem uma visão incorreta da estrutura humana, pois acham que as dimensões do homem são estruturas independentes. Contudo, a Bíblia nos fala que o Homem é um ser tricotômico, ou seja, o Homem possui corpo, alma e espírito (1Ts 5:23) e todas essas dimensões do Homem estão unidas de tal forma que o que acontece com uma dimensão trará consequência nas demais. O corpo, a alma e o espírito do Homem mantém uma relação entre si de dependência permanente.
Desta forma, lemos em Tiago 2:26 uma verdade Bíblica interessante que nos ajuda a entender a relação entre as dimensões do Homem, vejamos:
"Porque, assim como o corpo sem o espírito está morto, assim também a fé sem obras é morta".
Tiago, inspirado pelo Espírito Santo, nos mostra que o que acontece com o espírito do Homem acontece, também, com o corpo do mesmo. Pois, ele diz "Porque, assim como o corpo sem o espírito está morto [...]" , ou seja, se o espírito do homem morre, fatalmente o corpo morrerá.
Nesse diapasão, se concordarmos que o homem morreu espiritualmente, temos que concordar, também, que este morreu fisicamente. Pois, a morte espiritual é resultado da morte do espírito do homem e, por consequência, o corpo morrerá.
3) O HOMEM TINHA ACESSO A ÁRVORE DA VIDA:
A priori, é preciso dizer que a Bíblia sempre relaciona, de alguma forma, a árvore da vida a imortalidade do Homem. Percebemos esta relação em diversos livros bíblicos, tais como: Gênesis, Provérbios e Apocalipse.
Lemos na parte inicial do livro de Gênesis que Deus havia colocado no centro do Jardim do Édem a árvore da Vida. Vejamos:
Gn. 2.9: "E o Senhor Deus fez brotar da terra toda a árvore agradável à vista, e boa para comida; e a árvore da vida no meio do jardim, e a árvore do conhecimento do bem e do mal".
Igualmente, lemos em Gn. 2:17 que Deus veda ao homem que comece do fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal, contudo não lemos nenhuma vedação a árvore da vida. Desta forma, o homem tinha acesso a árvore da vida.
Mas, é em Gn. 3:22-23 que vemos a relação da árvore da vida com a imortalidade do homem, in verbis:
"Então disse o Senhor Deus: Eis que o homem é como um de nós, sabendo o bem e o mal; ora, para que não estenda a sua mão, e tome também da árvore da vida, e coma e viva eternamente,o Senhor Deus, pois, o lançou fora do jardim do Éden, para lavrar a terra de que fora tomado".
Diante dos textos supracitados, fica fácil perceber que o Homem tinha acesso a árvore da vida e que ela conferia imortalidade ao mesmo. Contudo, após a queda, Deus priva o Homem do fruto da árvore da vida, fazendo com que, assim, o Homem se tornasse um ser mortal.
Contudo, a Palavra de Deus nos revela que Deus nos dará acesso, novamente, a árvore da vida. Aos que perseverarem na fé até o fim será garantido o acesso ao fruto desta árvore.
Em Ap. 2:7 e 22:14 lemos o seguinte:
'Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas: Ao que vencer, dar-lhe-ei a comer da árvore da vida, que está no meio do paraíso de Deus". (Ap 2:7).
"Bem-aventurados aqueles que guardam os seus mandamentos, para que tenham direito à árvore da vida, e possam entrar na cidade pelas portas". (Ap 22;14).
A priori, é preciso dizer que a Bíblia sempre relaciona, de alguma forma, a árvore da vida a imortalidade do Homem. Percebemos esta relação em diversos livros bíblicos, tais como: Gênesis, Provérbios e Apocalipse.
Lemos na parte inicial do livro de Gênesis que Deus havia colocado no centro do Jardim do Édem a árvore da Vida. Vejamos:
Gn. 2.9: "E o Senhor Deus fez brotar da terra toda a árvore agradável à vista, e boa para comida; e a árvore da vida no meio do jardim, e a árvore do conhecimento do bem e do mal".
Igualmente, lemos em Gn. 2:17 que Deus veda ao homem que comece do fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal, contudo não lemos nenhuma vedação a árvore da vida. Desta forma, o homem tinha acesso a árvore da vida.
Mas, é em Gn. 3:22-23 que vemos a relação da árvore da vida com a imortalidade do homem, in verbis:
"Então disse o Senhor Deus: Eis que o homem é como um de nós, sabendo o bem e o mal; ora, para que não estenda a sua mão, e tome também da árvore da vida, e coma e viva eternamente,o Senhor Deus, pois, o lançou fora do jardim do Éden, para lavrar a terra de que fora tomado".
Diante dos textos supracitados, fica fácil perceber que o Homem tinha acesso a árvore da vida e que ela conferia imortalidade ao mesmo. Contudo, após a queda, Deus priva o Homem do fruto da árvore da vida, fazendo com que, assim, o Homem se tornasse um ser mortal.
Contudo, a Palavra de Deus nos revela que Deus nos dará acesso, novamente, a árvore da vida. Aos que perseverarem na fé até o fim será garantido o acesso ao fruto desta árvore.
Em Ap. 2:7 e 22:14 lemos o seguinte:
'Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas: Ao que vencer, dar-lhe-ei a comer da árvore da vida, que está no meio do paraíso de Deus". (Ap 2:7).
"Bem-aventurados aqueles que guardam os seus mandamentos, para que tenham direito à árvore da vida, e possam entrar na cidade pelas portas". (Ap 22;14).
Nos dois textos do livro de Apocalipse vemos, mais uma vez, a árvore da vida sendo associada a imortalidade do homem. Pois, a árvore da vida aparece no Paraíso e Céu, onde somente os salvos terão acesso. Por sua vez, os Salvos são aqueles que viverão eternamente com Jesus.
Por fim, a árvore da vida aparece na Nova Jerusalém, em Ap 22:1-5, vejamos:
"E mostrou-me o rio puro da água da vida, claro como cristal, que procedia do trono de Deus e do Cordeiro. No meio da sua praça, e de um e de outro lado do rio, estava a árvore da vida, que produz doze frutos, dando seu fruto de mês em mês; e as folhas da árvore são para a saúde das nações. E ali nunca mais haverá maldição contra alguém; e nela estará o trono de Deus e do Cordeiro, e os seus servos o servirão. E verão o seu rosto, e nas suas testas estará o seu nome. E ali não haverá mais noite, e não necessitarão de lâmpada nem de luz do sol, porque o Senhor Deus os ilumina; e reinarão para todo o sempre". (Ap 22:1-5).
Mais uma vez, a árvore da vida aparece no contexto do estado eterno dos salvos, ou seja, os salvos reinarão com Deus "para todo sempre".
Portanto, no Jardim do Édem, o Homem era imortal, pois tinha acesso a árvore da vida e, esta, está associada a vida eterna. Com a queda de Adão, o homem passa a ser mortal, pois é privado do acesso direto com Deus e do acesso a árvore da vida.
4) CRISTO VENHO RESTABELECER O ESTADO ORIGINAL DO HOMEM:
Por último, vala apena demonstrar que Jesus foi expiação pelos nossos pecado (1 Jo 2:3) a fim de nos salvar e restabelecer nosso estado original. Em outras palavras, Jesus venho nos conceder, novamente, vida eterna, pois havíamos perdido a vida eterna no Jardim do Édem (Jo 3:16; 1 Jo 5:11).
Sobre essa verdade, lemos em 1 Co 15:52-54, vejamos:
Num momento, num abrir e fechar de olhos, ante a última trombeta; porque a trombeta soará, e os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados. Porque convém que isto que é corruptível se revista da incorruptibilidade, e que isto que é mortal se revista da imortalidade. E, quando isto que é corruptível se revestir da incorruptibilidade, e isto que é mortal se revestir da imortalidade, então cumprir-se-á a palavra que está escrita: Tragada foi a morte na vitória.
Jesus morreu pelos nossos pecados e prometeu nos arrebatar a fim de nos transformar. Ele transformará o nosso corpo corruptível, adquiridos na queda, em um corpo incorruptível, através do sangue de Cristo. Igualmente, Jesus transformará nosso corpo mortal, adquirido na queda, em um corpo imortal, adquiridos por meio do sangue de Cristo.
Portanto, a corruptibilidade e a mortalidade são consequências da queda de Adão. Mas, Jesus venho restaurar o estado original do Homem, fazendo com que aquilo que é corruptível se torne incorruptível e aquilo que é mortal se torne imortal.
CONCLUSÃO:
Estas e várias outras evidências bíblicas nos mostram que o homem foi criado por Deus para viver eternamente e, portanto, o Homem era um ser imortal. O objetivo de Deus ao conferir imortalidade ao Homem era de estabelecer um relacionamento sincero e eterno com o Homem. Deus jamais desejou a morte física e espiritual do homem, estas foram consequências do ato deliberado de desobediência a Deus cometidos por Adão e Eva e transmitidos ao seus descendentes.
Vale apena ressaltar que a fonte da imortalidade do Homem no período pré-queda não estava na própria constituição do Homem, mas a forte da vida eterna do Homem pré-queda e dos salvos, pós-queda, está no próprio Deus. Deus é a fonte de vida eterna, o Homem não possui vida eterna as margens da Graça divina, só Deus é eterno por essência, os salvos serão eternos por causa da graça de Deus (Jo 7:38; Jo 4:14; Rm 8:10-11; 1 Jo 5:11-12; Jo 6:47; Rm 6:23).
Pb. Diego NatanaelPor último, vala apena demonstrar que Jesus foi expiação pelos nossos pecado (1 Jo 2:3) a fim de nos salvar e restabelecer nosso estado original. Em outras palavras, Jesus venho nos conceder, novamente, vida eterna, pois havíamos perdido a vida eterna no Jardim do Édem (Jo 3:16; 1 Jo 5:11).
Sobre essa verdade, lemos em 1 Co 15:52-54, vejamos:
Num momento, num abrir e fechar de olhos, ante a última trombeta; porque a trombeta soará, e os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados. Porque convém que isto que é corruptível se revista da incorruptibilidade, e que isto que é mortal se revista da imortalidade. E, quando isto que é corruptível se revestir da incorruptibilidade, e isto que é mortal se revestir da imortalidade, então cumprir-se-á a palavra que está escrita: Tragada foi a morte na vitória.
Jesus morreu pelos nossos pecados e prometeu nos arrebatar a fim de nos transformar. Ele transformará o nosso corpo corruptível, adquiridos na queda, em um corpo incorruptível, através do sangue de Cristo. Igualmente, Jesus transformará nosso corpo mortal, adquirido na queda, em um corpo imortal, adquiridos por meio do sangue de Cristo.
Portanto, a corruptibilidade e a mortalidade são consequências da queda de Adão. Mas, Jesus venho restaurar o estado original do Homem, fazendo com que aquilo que é corruptível se torne incorruptível e aquilo que é mortal se torne imortal.
CONCLUSÃO:
Estas e várias outras evidências bíblicas nos mostram que o homem foi criado por Deus para viver eternamente e, portanto, o Homem era um ser imortal. O objetivo de Deus ao conferir imortalidade ao Homem era de estabelecer um relacionamento sincero e eterno com o Homem. Deus jamais desejou a morte física e espiritual do homem, estas foram consequências do ato deliberado de desobediência a Deus cometidos por Adão e Eva e transmitidos ao seus descendentes.
Vale apena ressaltar que a fonte da imortalidade do Homem no período pré-queda não estava na própria constituição do Homem, mas a forte da vida eterna do Homem pré-queda e dos salvos, pós-queda, está no próprio Deus. Deus é a fonte de vida eterna, o Homem não possui vida eterna as margens da Graça divina, só Deus é eterno por essência, os salvos serão eternos por causa da graça de Deus (Jo 7:38; Jo 4:14; Rm 8:10-11; 1 Jo 5:11-12; Jo 6:47; Rm 6:23).

Artigo muito coerente e ótima apologia bíblica. Parabéns ao autor, presbítero Diego Natanael. Que Deus continue abençoando cada vez mais e que continue nos blindando com outros artigos edificantes. Sucesso!
ResponderExcluirEu que agradeço as honrosas palavras e, oportunamente, indico aos leitores do CETAP que buscam artigos teológicos com conteúdo pentecostal, que acessem o site do meu amigo Pr. Jetúlio Luz, www.pulpitopentecostal.com.br. Lá vocês irão encontrar um vasto e respeitável conteúdo teológico que edificará a vida dos irmãos. Deus abençoe!
ExcluirEita Glória, excelente apresentação do conteúdo. Que Deus continue abençoando o senhor e familia em Cristo Jesus.
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